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14/03 | Peregrinação da catequese Catedral por ocasião do jubileu de São Francisco


Em meio ao tempo da Quaresma, marcado pela oração, penitência e conversão, a catequese da Catedral viveu um momento profundamente especial: uma peregrinação até Angelina, realizada em comunhão com o jubileu dos 800 anos de São Francisco de Assis, proclamado pelo Papa Leão XIV.

Mais do que um simples passeio, foi um caminho espiritual. Um convite a sair de si, colocar-se em movimento e permitir que cada passo se tornasse oração.

A peregrinação teve início na gruta de Nossa Senhora de Lourdes, onde os catequizandos rezaram a Via-Sacra. Ali, contemplaram o amor de Cristo que se entrega por nós, aprendendo que seguir Jesus também passa pelo sacrifício, pela confiança e pela entrega.

Em seguida, o caminho conduziu o grupo ao Blumengarten Haus, das irmãs franciscanas, e depois para a Colina da Louvação. Nesse espaço de beleza e recolhimento, as crianças apresentaram trabalhos realizados durante a catequese, inspirados no Cântico das Criaturas.

Essa contemplação, porém, não se deteve nas coisas em si. Não era apenas um olhar para a natureza, como se ela fosse o centro. Pelo contrário: cada elemento apontava para algo maior. O vento que sopra, a água que sustenta, a luz que ilumina — tudo, fala do amor do Criador.

Tudo é sinal da bondade infinita de Deus, reflexo do seu cuidado para com cada um de nós. A criação, assim, torna-se caminho para reconhecer sua grandeza. Como exclamou São Francisco: “Meu Deus e meu tudo”.

É assim que São Francisco de Assis nos ensina a olhar o mundo: não como fim, mas como sinal. Ele não foi apenas um “santo dos animais”, como muitas vezes se reduz sua imagem. Foi, antes de tudo, um homem profundamente configurado a Cristo, que viveu radicalmente o Evangelho, abraçou a pobreza, amou os pequenos e chegou a receber em seu próprio corpo as chagas de Jesus. Sua vida é testemunho de santidade concreta, de entrega total a Deus.

Inspiradas por esse exemplo, os catequizandos foram conduzidos a perceber que louvar a criação é, na verdade, louvar o Criador. É reconhecer que tudo o que existe é dom, é presente, é graça.

Após esse momento de contemplação e reflexão, a peregrinação seguiu com um piquenique compartilhado, e foi coroada com a Santa Missa, onde toda a peregrinação encontrou seu sentido mais profundo: a Eucaristia, encontro vivo com Cristo.

Peregrinar é isso: caminhar com os pés, mas sobretudo com o coração. Quando reconhecemos a beleza da criação e nos voltamos, com gratidão, para o Criador, descobrimos que nunca caminhamos sozinhos — pois, em cada detalhe, Deus já nos amava desde o início e nos chama, com carinho, pelo nome.



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